Manaus está entre as regiões brasileiras com maior incidência de raios por ano. Com uma combinação de clima equatorial úmido e intensa atividade industrial, a cidade exige atenção redobrada quanto à proteção contra descargas atmosféricas. Diante disso, entender e cumprir as normas técnicas do SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) não é apenas uma exigência legal, mas uma prioridade estratégica para qualquer indústria que deseja operar com segurança e eficiência na região.
Neste artigo, vamos apresentar de forma clara e detalhada quais normas técnicas são aplicáveis, por que elas são tão importantes e como as indústrias podem se manter em conformidade sem comprometer a produtividade.
O que é o SPDA e por que ele é crucial em Manaus?
Antes de abordar as normas técnicas, é importante lembrar que o SPDA tem como função básica proteger pessoas, equipamentos e estruturas físicas contra os efeitos diretos e indiretos dos raios.
Em cidades como Manaus, onde segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) o número médio de descargas atmosféricas ultrapassa 11 raios por km² ao ano, o SPDA não pode ser tratado como opcional. Ao contrário, ele deve ser considerado um investimento indispensável para a continuidade operacional de qualquer planta industrial.
Principais normas técnicas que regem o SPDA industrial

1. ABNT NBR 5419:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas
Sem dúvida, esta é a norma mais importante e completa sobre SPDA no Brasil. Ela é composta por quatro partes:
- Parte 1: Princípios Gerais;
- Parte 2: Gerenciamento de Risco;
- Parte 3: Requisitos Físicos do SPDA;
- Parte 4: Medidas de Proteção contra Surtos.
Portanto, qualquer projeto, instalação ou manutenção de SPDA em indústrias deve obrigatoriamente seguir a NBR 5419. Essa norma trata desde o dimensionamento de captores até critérios específicos para o aterramento e proteção interna dos sistemas.
Transição importante: Além disso, vale lembrar que a norma passou por atualizações significativas em 2015, reforçando a obrigatoriedade de uma análise de risco quantitativa, que define a classe de proteção da instalação.
2. NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade
Embora não trate exclusivamente de SPDA, a NR 10, do Ministério do Trabalho, exige medidas preventivas relacionadas a riscos elétricos. Como resultado, ela reforça a obrigatoriedade de inspeções periódicas e manutenções documentadas, incluindo os sistemas de proteção contra raios.
3. Corpo de Bombeiros e legislação estadual
Em Manaus e no estado do Amazonas, o Corpo de Bombeiros Militar também estabelece exigências específicas, conforme o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Dessa forma, a apresentação do laudo técnico do SPDA é uma exigência para emissão e renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).
Como classificar o nível de proteção exigido?

A NBR 5419 divide os sistemas de SPDA em quatro classes (I a IV), de acordo com o risco da estrutura e suas atividades. Para indústrias, geralmente, a exigência é de Classe I ou II, especialmente se:
- A instalação opera com materiais inflamáveis ou explosivos;
- Há alta concentração de equipamentos eletrônicos sensíveis;
- A estrutura possui grande extensão vertical, como torres, chaminés ou silos metálicos;
- A planta está localizada em áreas com elevada densidade de raios, como Manaus.
Logo, uma análise técnica inicial é indispensável para determinar corretamente a classe de risco e as medidas correspondentes.
Quem pode projetar e emitir laudos de SPDA?
Somente profissionais habilitados pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) podem emitir o laudo técnico de SPDA. Além disso, o projeto e a instalação também devem estar acompanhados da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
Empresas especializadas, como a Manaú Engenharia, com sede em Manaus e ampla experiência na área elétrica industrial, são as mais indicadas para oferecer esse tipo de serviço, especialmente porque conhecem as particularidades climáticas e operacionais da região.
Etapas para manter o SPDA em conformidade com as normas

1. Avaliação de risco e classificação da estrutura
Como já mencionado, tudo começa com a análise de risco conforme a Parte 2 da NBR 5419. Esta etapa é essencial para definir os parâmetros técnicos, como número de captores, tipo de malha de aterramento e medidas complementares de proteção.
2. Elaboração do projeto técnico
O projeto deve conter os detalhes construtivos, especificações dos materiais, localização dos elementos do sistema e o cálculo da área de proteção.
3. Execução e instalação
De acordo com o projeto aprovado, a instalação deve seguir os padrões indicados pela norma. Isso inclui a verificação de distâncias mínimas de segurança, seccionadores, conexões equipotenciais e dispositivos de proteção contra surtos (DPS).
4. Emissão do laudo técnico
Após a execução ou em uma inspeção periódica, é necessário emitir um laudo técnico completo, contendo:
- Relatório fotográfico;
- Ensaios de continuidade elétrica e resistência de aterramento;
- ART vinculada;
- Recomendações para correções ou melhorias.
5. Revisões periódicas
De acordo com a classe de risco, os prazos de inspeção são:
| Classe do SPDA | Tipo de Instalação | Frequência de Inspeção |
|---|---|---|
| Classe I | Risco muito alto (indústrias críticas) | Anual |
| Classe II | Risco alto (fábricas de médio porte) | A cada 3 anos |
| Classe III | Risco moderado (comércio e serviço) | A cada 5 anos |
| Classe IV | Risco baixo (residencial) | Sem periodicidade fixa |
Consequências de não atender às normas do SPDA
É importante destacar que a negligência com o SPDA pode acarretar danos graves. Além das perdas materiais por incêndio ou pane elétrica, sua empresa pode enfrentar:
- Multas e embargos por parte dos órgãos fiscalizadores;
- Perda de cobertura de seguros patrimoniais;
- Interrupções na produção por falhas em equipamentos;
- Risco direto à vida de colaboradores e visitantes.
Como a Manaú Engenharia pode ajudar sua indústria?

Com sede em Manaus e atuação focada no setor industrial, a Manaú Engenharia oferece soluções completas para SPDA, desde o projeto até a manutenção contínua.
Nossos diferenciais incluem:
- Engenheiros especializados com ART válida em todo o estado do Amazonas;
- Diagnóstico técnico e medições com equipamentos calibrados;
- Experiência em indústrias dos setores químico, logístico, alimentício, e mais;
- Conformidade garantida com a NBR 5419, NR 10, Corpo de Bombeiros e seguradoras.
Além disso, mantemos um sistema de gestão de manutenção preventiva, que alerta nossos clientes sobre os prazos de renovação do laudo, evitando surpresas e penalizações futuras.
Conclusão
A instalação e manutenção correta do SPDA em Manaus é uma responsabilidade técnica e legal que não pode ser ignorada. Afinal, a cidade apresenta um dos cenários climáticos mais exigentes do país em termos de proteção contra raios. Por isso, cumprir as normas como a ABNT NBR 5419 e a NR 10 é o mínimo esperado de qualquer indústria que preza pela segurança e pela continuidade operacional.
Mais do que uma exigência burocrática, o SPDA bem dimensionado representa um ativo estratégico para sua planta industrial. Não espere que um incidente ocorra para agir.
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